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Józef Piłsudski
Independência

Józef Piłsudski

1867–1935

O arquiteto da independência da Polônia

Em novembro de 1918, após 123 anos de partilha entre três impérios, a Polônia reapareceu no mapa da Europa. Se uma única pessoa pode ser apontada como quem fez aquele momento existir pela força da vontade, foi Józef Piłsudski — um ex-revolucionário que assaltou um trem czarista, criou suas próprias legiões e se tornou o pai da Segunda República Polonesa.

Piłsudski não é um herói simples. Foi um socialista que abandonou o socialismo — 'peguei o bonde vermelho até a parada chamada Independência, e ali desci' — e um democrata que depois deu um golpe de Estado. Mas o 11 de novembro, o Dia da Independência da Polônia, é impensável sem ele.

O Conspirador

Piłsudski nasceu em 1867 perto de Vilnius, numa família da pequena nobreza patriótica que o criou na memória dos levantes fracassados. Aos dezenove anos foi exilado na Sibéria por cinco anos, vagamente implicado num complô contra o czar. Voltou um conspirador calejado, entrou no Partido Socialista Polonês e passou anos imprimindo o jornal clandestino do partido numa prensa escondida.

Em 1908, liderou pessoalmente o famoso assalto de Bezdany, parando um trem-correio russo para financiar o movimento de independência. Entre o pequeno bando de assaltantes estavam três futuros primeiros-ministros da Polônia — e um futuro chefe de Estado.

Legiões e Independência

Quando estourou a Primeira Guerra Mundial, as Legiões Polonesas de Piłsudski lutaram contra a Rússia — mas ele se recusou a fazer os soldados poloneses jurarem lealdade ao Kaiser alemão em 1917. Por isso, os alemães o trancaram na fortaleza de Magdeburgo, o que convenientemente o limpou de qualquer suspeita de colaboração.

Libertado com o colapso da guerra, chegou a Varsóvia em 10 de novembro de 1918. No dia seguinte, a guarnição alemã da cidade foi desarmada e Piłsudski recebeu o comando militar — a data hoje celebrada como Dia da Independência. Ele então encarou a tarefa absurda de costurar um país a partir de três sistemas jurídicos, várias moedas e três bitolas ferroviárias.

O Milagre no Vístula

Em 1920, o Exército Vermelho estava às portas de Varsóvia, esperando levar a revolução adiante até a Alemanha. A contraofensiva polonesa de agosto — lembrada como o 'Milagre no Vístula' — despedaçou o avanço soviético e é frequentemente listada entre as batalhas mais decisivas da história europeia.

Piłsudski retirou-se da política, mas voltou pela força no Golpe de Maio de 1926, governando dos bastidores até sua morte em 1935 — um legado que os poloneses ainda debatem. Foi sepultado entre reis na Catedral de Wawel, em Cracóvia, mas seu coração, por vontade própria, repousa em Vilnius, no túmulo de sua mãe.

Ser derrotado e não se render, isso é vitória; vencer e dormir sobre os louros, isso é derrota.

Józef Piłsudski

Fatos Curiosos

  • Em 1908 liderou um assalto armado a um trem-correio russo em Bezdany; três de seus cúmplices depois se tornaram primeiros-ministros da Polônia.
  • Sua prisão pelos alemães em 1917–18 o tornou politicamente intocável — ele chegou a Varsóvia na véspera da independência.
  • A Batalha de Varsóvia de 1920 é frequentemente listada entre as batalhas mais decisivas da história mundial.
  • Ele resumiu seu rompimento com o socialismo: 'peguei o bonde vermelho até a parada chamada Independência — e desci.'
  • Seu corpo repousa entre os reis poloneses em Wawel, mas seu coração está enterrado em Vilnius, no túmulo de sua mãe.
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